Halloween, o dia das bruxas.

Halloween, todo o seu besteirol e similares… Pra mim, não quero !

Que gracinha, né !! As crianças vestidinhas com fantasias, felizes indo pra festa de Halloween !! Uma festinha inocente: Bruxinhas fofas, o divertido “Jack, Cara de Lanterna” ( abóbora com sorrisinho macabro iluminada de dentro pra for), luzes negras pra ficar emocionante, gostosuras ou travessuras… “É só uma festinha sem importância”, ouvi alguém dizer.

Pensando nisso… como a cada dia faz mais sentido as palavras sábias do profeta “o meu povo está arruinado, porque não sabe o que é certo e nem verdadeiro. Viraram as costas para o conhecimento…” (Oséias:4:6) by ‘The Message’.

Não gosto de tratar de Halloween na igreja… Isso não é assunto pra nós. Um festa pagã, importada da Irlanda para os EUA com a migração do século 19 e agora importada dos EUA pra o Brasil por causa da fraqueza de um povo culturalmente pobre, espiritualmente raso e desinformado. As famílias, mesmo conscientes, se deixam manipular tão facilmente pela televisão, que nem se dão conta de que às vezes nos envolvemos em bobagens tais, que fazemos da nossa casa um verdadeiro pandemônio de péssimas influências pra nossa família. “Ah, Anah, é só uma festa. O que tem de mal em a gente se divertir com máscaras e doces??” Olha.. sinceramente… Pra mim em nada impacta. Cada um faz da sua vida o que bem entender. Até porque, não vejo nessa festinha nada que me atraia e nem me identifico em nada com suas razões.

Mas já que o tema é esse… vamos rapidinho às origens.

Há mais ou menos 1000 a.C. na Irlanda, os druidas ( magos celtas) inventaram o ‘Festival de Samhain’ (o “Deus da Morte”). A festa era o marco para o fim do verão e comemoração pela última colheita do ano, que provia os celeiros de suprimentos para o inverno. Os sacerdotes acendiam fogueiras, onde o povo fazia sacrifícios das colheitas e dos animais para as divindades celtas. Na festa eram feitas profecias e leituras de sorte. Para o povo celta, como a festa era a passagem mais importante no meio das estações do ano, cria-se que os portais entre os mundos natural e sobrenatural eram abertos durante aquela noite e as almas dos mortos invadiam as cidades a procura de corpos humanos para incorporar. Assim, no meio da madrugada, as fogueiras eram apagadas e as pessoas se fantasiavam de demônio e seres assustadores. Fantasiados e com nabos esculpidos com caretas feias e chamas dentro deles como lanternas, saíam pela vizinhança fazendo muito barulho e arruaça para espantar os espíritos. Após a festa se popularizar em toda a Grã- Betanha recebeu o nome de “All Hallow Eve” ou “Véspera do dia de todos os Santos” oficializada no dia 1º de novembro.

Já o costume de pedir doces (”treat or trick”), surgiu na Inglaterra durante a pesada perseguição aos católicos do século 16 ao 18. Durante as perseguições, foliões vestiam máscaras e visitavam católicos à noite, exigindo cerveja e bolos para suas festas. Quando o líder de um grupo de rebeldes (Guy Fawkes) foi capturado e enforcado por planejar um atentado contra a coroa inglesa em 1605, surgiu então o “Dia de Guy Fawkes”, até hoje na Inglaterra, uma grande festa comemorada popularmente: a Noite das Fogueiras, dia 5 de novembro.

No início do século 19, os ingleses e irlandeses migraram para a América, levando consigo seus costumes e tradições fazendo então, com que as duas festas ligadas a morte, máscaras e fantasias se unissem naturalmente em uma única comemoração: 31 de Outubro : O dia das Bruxas. Ahhh… e o “Jack, Cara de Lanterna” é uma abóbora, por falta de nabos nos EUA na época em que chegaram os irlandeses. Aliás, esse também nascido de um lenda irlandesa: um cara sovina ao morrer, foi rejeitado no céu e no inferno, e por isso recebeu do Diabo um nabo mágico para iluminar sua eternidade vagando sobre a terra.

Bom, toda essa salada salgada e sem azeite é que tem a cada ano ganhado um pouquinho mais de espaço no ano brasileiro.

Bem… Na verdade tudo isso, não significaria absolutamente nada… espíritos, máscaras assustadoras, bruxas, lendas macabras… Pra mim não dizem nada. Porém, até que ponto toda essa miscelânea de horror merece espaço na nossa cultura e na nossa vida de cristãos??? E com a festa (e além da festa) , que tipo de costumes estamos admitindo em nossas vidas nas quais o Espírito de Deus habita ??

Sem perceber, nos vemos enrolados em fitas de hipocrisia com laços tão grandes que nos impedem de ver o quanto temos dois pesos e duas medidas, o quanto admitimos o que nos convém e abominamos o que não nos atrai.

Muitas famílias cristãs se afligem com o Halloween, mas participam de festas juninas. Essas nada mais são do que comemorações em torno de lendas de pessoas que já morreram e simpatias místicas para os “santos” em questão. Outros já se preocupam tanto em não comer os doces das festas juninas e de Cosme e Damião, mas acham que o costumezinho americano de pedir doces fantasiado de monstro, está “ok”… é só uma bobagem de crianças. Outras, já se blindam contras tais festas pagãs, porém permitem que seus filhos passem a noite nos computadores como incrédulos, outros deixam de frequentar atividades semanais noturnas para não perder nenhum capítulo da novela, como viciados. Outros ainda admitem que seus filhos adolescentes experimentem bebidas alcoólicas como no satanismo. Há ainda aqueles que não orientam seus filhos biblicamente sobre rebeldia no vestir, no falar , no namorar, no relacionamento com amigos ruins.

A verdade é que, em qualquer um desses exemplos, nos envolvemos com raízes de misticismos, ocultismos, superstições, maus costumes, atos , lugares e práticas que não seriam admitidos por princípios cristãos genuínos e com consequências tão trágicas quanto uma maldição. Por isso não escrevo para satanizar qualquer festa que seja. Mas já que começamos pela festa, analisemos: Se hoje tenho festas espirituais reais e de valor aplicável: Natal e Páscoa – Porque preciso me envolver em uma festa fora da minha cultura e fé, da qual não extraio nenhum valor aplicável e para a qual não há nenhuma justificativa espiritualmente e culturalmente aceitável. E sobre qualquer outra questão, a análise deve ser a mesma: Eu preciso?? Tem aplicação espiritual e cultural justa?? É uma necessidade social ou um capricho puramente humano???

Os critérios de julgamento sobre o que nos convém, embora tudo nos seja permitido (1 Corintios:6:12), devem ser os mesmo para qualquer situação, ou então estaremos assumindo a hipocrisia que o inferno nos propõe, julgando mal o que não nos interessa e inocentando o que nos atrai.

Se como cristão e para aplicar os princípios que aprendemos de Cristo, escolho o que vestir, o que beber, onde entrar e com quem andar, e ensino isso à meus filhos, porque não usar os mesmos critérios para escolher o que festejar ??? Ao passar pelo crivo de escolhas do Espírito Santo, o Halloween seria uma festança com razões e motivações apropriadas para um cristão estar ?? Eu não responderei por você. Leia novamente a história acima e decida. Assim como em relação à tudo o que você escolhe pra sua vida e pra vida da sua família. Deus não tem dois pesos e duas medidas e nos orienta a sermos homens e mulheres de palavra inquestionável (Mateus:5:37). Utilize de seus critérios cristãos para decidir sobre essa festa e para orientar seus filhos e não se “desdiga” em outras escolhas ( e vice-versa). Assuma o caráter de cristão e submeta-se ao crivo do Espírito Santo, para que a “tua entrada e a tua saída sejam benditas” (Deuteronômio:28:6) … “Entrada e Saída benditas ???? Mas entrada e saída de onde ????” – Certamente não de um lugar, momento, atitude nos quais o Espírito de Deus preferiria não estar. Festejar ou não festejar o Halloween ?? Ir ou não á uma festa dessas?? Levar ou não levar as crianças pra escola no dia da comemoração??? Bem… a resposta tá aí… Onde habita o Espírito Santo de Deus que nunca te deixa sozinho. Como será que ELE se sentiria lá com você ??

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías:5:20)

Fontes:

http://www.historiadomundo.com.br

http://www.superinteressantept.info/2009/10/halloween-ou-dia-das-bruxas.html

Qual a origem da comemoração do Halloween?

Arquivos pessoais e Bilia Sagrada.

A autora do texto, Anah Hortência Moreira Lopes, cedeu o mesmo para publicação no Vivendo a Palavra. para conhecer seu blog, clique aqui.

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